Ciro Gomes recusa convite do PSDB e decide não concorrer à Presidência da República
11/05/2026
(Foto: Reprodução) Ciro Gomes ficou em terceiro lugar na votação presidencial no Ceará em 2022
Thiago Gadelha/SVM
O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB) decidiu que não será candidato à Presidência da República em 2026. Segundo ele, o anúncio oficial de sua candidatura ao governo do Ceará será feito em 16 de maio, sábado.
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Ao g1 nesta segunda-feira (11), durante participação no Fórum Otimista Brasil 2026, organizado pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), Ciro Gomes afirmou que, “apesar do amor pelo Brasil”, desta vez pesou mais a decisão de disputar o comando do Ceará.
"Queria ser uma opção para essa polarização, mas pendi para o Ceará", afirmou.
No evento, o ex-governador participou de um painel sobre a atual situação política e social do país.
Ciro já disputou a Presidência da República em quatro eleições. Em 2022, teve o pior desempenho eleitoral da carreira ao terminar a disputa em quarto lugar, com cerca de 3% dos votos válidos, quando concorreu pelo PDT.
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Mesmo após retornar recentemente ao PSDB, Ciro afirmou que avaliaria o convite feito pela legenda para concorrer novamente ao Palácio do Planalto. “Eu me obrigo, por respeito, a pensar e amadurecer o assunto, e devo no fim da primeira quinzena de maio tomar essa decisão”, disse à época.
Ciro Gomes participa do Fórum Otimista, em São Paulo, em 11 de maio de 2026
Victória Cócolo/g1
Em abril, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, convidou oficialmente Ciro para disputar a Presidência pela sigla em 2026. O ex-governador afirmou ter recebido o convite “com surpresa e alegria”, mas decidiu recusá-lo.
Também participaram do evento da FAAP o ex-ministro Ciro Gomes; Cyro Naufel, diretor de Relações com Investidores da Lopes Brasil; o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP); Diego Soares, secretário municipal de Habitação de São Paulo; e Eduardo Pompeo, CEO da Incorporadora Mundo Apto.
Pré-candidato ao Senado Federal, Derrite palestrou sobre segurança pública no Brasil. Durante sua fala, o parlamentar defendeu penas mais duras para criminosos e afirmou que “bandido bom é bandido preso”.
“Eu não sou do tipo que defende que bandido bom é bandido morto. Pelo contrário, bandido bom é bandido preso. Também acho que o bandido não pode ficar abandonado numa masmorra abandonado pelo Estado”, declarou.
Após o painel, Derrite comentou com a reportagem a decisão do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) de manter candidatura própria ao Senado em São Paulo.
“Acho que ele está no direito dele. Sou amigo do Ricardo e do André, mas, politicamente, eu gostaria que só duas pessoas da direita se candidatassem ao Senado, senão corre o risco de perdermos uma das vagas para a esquerda”, afirmou.
Perguntado se tentará conversar com Salles para reverter a situação, o deputado disse já ter o procurado e que agora "apenas Tarcísio pode resolver".
Na disputa com a família Jair Bolsonaro pelo eleitorado da direita ideológica, Salles afirmou na quarta-feira (6) que não pretende abrir mão da candidatura ao Senado em favor de André do Prado (PL-SP).
Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Prado foi escolhido pelos Bolsonaro e pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como o segundo nome da direita para disputar as duas vagas ao Senado por São Paulo. O outro nome já definido é o de Derrite.
O deputado federal e o pré-candidato ao governo do Ceará se encontraram na recepção do teatro da FAAP, onde acontecia o evento. Derrite e Ciro passaram cerca de dez minutos conversando sobre segurança pública. Ambos fizeram críticas às políticas do governo federal para a área.
Em seguida, durante discurso ao público, Ciro afirmou que o atual governo gasta mais com propaganda do que com investimentos em segurança pública.
“Ninguém é mais otimista do que alguém que se candidatou à Presidência quatro vezes, mas Houston, we have a problem”, disse o ex-governador.