Seis suspeitos são presos por vender doces com drogas dentro de campus da Uece, em Fortaleza
17/09/2026
(Foto: Reprodução) (
Grupo é investigado por vender doces com drogas dentro de universidade em Fortaleza
Um grupo investigado por suspeita de vender doces com drogas dentro da Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Fortaleza. A investigação envolve seis pessoas, que estariam divididas em uma estrutura de compra, venda e distribuição de entorpecentes. Elas foram presas e estão à disposição da Justiça.
A investigação começou após informações de que drogas estariam sendo repassadas no Centro de Humanidades da Uece, no Bairro de Fátima, e dentro de um bar na capital. A polícia analisou o telefone celular de um dos suspeitos e encontrou conversas, áudios, imagens e vídeos que comprovam o crime.
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Em nota, a Universidade Estadual do Ceará (Uece) disse que, depois de tomar o conhecimento da possível utilização do espaço Campus Fátima para atividade relacionada ao tráfico de drogas, a Uece comunicou os fatos à Polícia Civil e colaborou com as autoridades responsáveis pela apuração. O inquérito policial foi concluído e encaminhado à Justiça (confira a nota na íntegra abaixo).
O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou, inicialmente, dois suspeitos por tráfico de drogas. Em setembro deste ano, os outros quatro também foram denunciados: três por tráfico de drogas e associação para o tráfico e o outro, por tráfico de drogas.
Suspeitos vendiam as drogas por meio de aplicativo de mensagens.
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Em uma das conversas, a qual o g1 teve acesso, um dos suspeitos, identificado apenas como Jhonny, diz:
"Boa tarde, mano. Ei, o RJ pediu para chegar na sua para o resgate de dois pcts (pacotes) mais verde. Pode ser mais tarde, mano".
O outro suspeito, identificado nas conversas como Câmeras Usadas 2n, responde:
"Só quer verde, né?! Ok, 6h falo contigo".
Em outra conversa, o vendedor entrega a lista com os preços:
"Conta de ontem: R$ 100 verde, R$ 200 pó. Conta de hoje: R$ 100 pó. Total: R$ 400".
Veja abaixo as mensagens:
Veja conversas entre suspeito e usuário.
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Veja conversas entre suspeito e usuário.
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Esquema estruturado
Um dos investigados é apontado como responsável pela revenda; três seriam fornecedores; uma quinta pessoa atuava como intermediário na logística e entrega das drogas; e o sexto suspeito seria responsável pela divulgação e a oferta dos entorpecentes através de um aplicativo de mensagens.
No esquema, os criminosos publicavam fotos das drogas para visualização dos usuários e os consumidores escolhiam o produto. Parte das entregas era realizada nos espaços da Uece.
A investigação, que ocorre desde o início do ano, ainda resultou na apreensão de drogas e celulares em dois imóveis em Fortaleza, no dia 9 de abril de 2026:
No primeiro local, foram encontradas 12 gramas de maconha, 5 doces (alfajor) com suposta maconha dentro e dois celulares. Posteriormente, um laudo da Perícia Forense identificou a presença de THC (principal composto psicoativo encontrado na planta da Cannabis sativa) nos doces.
No segundo imóvel, foram apreendidos 16 gramas de maconha e um telefone celular.
Ao longo da investigação, as seis pessoas foram presas preventivamente e agora estão à disposição da Justiça.
Grupo vendia drogas por meio de aplicativo de mensagens.
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Confira a nota da Uece na íntegra:
"Após tomar conhecimento, ainda em 2025, de possível utilização de espaço do Campus Fátima para atividades relacionadas ao tráfico de drogas, a Universidade Estadual do Ceará (Uece) comunicou os fatos à Polícia Civil do Estado do Ceará e colaborou com as autoridades responsáveis pela apuração. A partir das informações encaminhadas, a Polícia Civil realizou investigação e diligências que resultaram na identificação e prisão de investigados. O inquérito policial foi concluído e encaminhado à Justiça.
Conforme apurado pela investigação policial, um dos envolvidos utilizava espaço do Campus Fátima como ponto de encontro para a entrega de entorpecentes. As diligências também identificaram indícios de utilização de áreas e equipamentos existentes no campus para a ocultação de drogas destinadas à comercialização. Como resultado da atuação policial, foi desarticulada, pela primeira vez, uma organização criminosa com atuação identificada no Campus Fátima.
A Uece considera que a divulgação responsável dessas informações contribui para reduzir a sensação de insegurança na comunidade acadêmica e reafirma que práticas ilícitas, especialmente aquelas relacionadas ao tráfico de drogas, não encontram nos espaços da Universidade ambiente de tolerância ou impunidade. A atuação institucional e a colaboração com os órgãos de segurança têm como objetivo contribuir para a proteção da comunidade acadêmica, do patrimônio público e para o afastamento de atividades criminosas dos campi universitários.
A Universidade ressalta que os fatos foram objeto de apuração pelas autoridades competentes e que a responsabilização individual dos envolvidos coube exclusivamente às instâncias responsáveis pela persecução penal e ao Poder Judiciário. A comunicação dos fatos às autoridades e a colaboração com a investigação decorreram do dever institucional da Uece de contribuir para a preservação da segurança da comunidade acadêmica e do patrimônio público."
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